terça-feira, 6 de julho de 2010

Bondade

Quem vê esses dias todos em que não escrevi, pensa que eu esqueci já do meu blog. Mas não, só faltava um pouquinho de inspiração, algum bom motivo para que voltasse a escrever. Ontem eu achei esse motivo.
Sempre depois que almoço com a minha mãe vou de ônibus pra casa, vou observando tudo..
Sempre quando tenho moedinhas dou para os índinhos, e sempre vejo um moço que toca violino. Lindo. No meio de tanta correria que é o centro de Floripa, a gente ainda pode ver um jovem tocando violino de forma tão purificante. Não sei explicar, mas simplesmente acho aquele gesto dele de se prontificar a tocar uma música diferente da que as pessoas ouvem, uma música clássica, diferente e tocante.
As vezes tenho moedinhas pra dar pra ele, as vezes não. Ontem eu tinha R$3,00 e dei pra ele, só de ver o sorriso dele, de gratidão, já me fez ficar feliz também.
Chegando no ônibus o meu cartão, que já estava rachado, não passou e eu consequentemente não tinha dinheiro porque tinha dado para o violonista. Já tinha acontecido aquilo comigo uma vez, então só estava voltando para sair quando uma mulher me cutucou. Ela falou, o que aconteceu com o teu cartão? Eu falei que estava rachado e não passou. Ela falou, querias ir pra casa? Eu falei que sim, ao que ela respondeu "então vai que eu passo meu cartão pra ti".
E ela passou o cartão e eu fui pra casa, impressionada. Nos jornais nós vemos só notícias ruins, de estupros, de assaltos, sequestros, de guerras, ameaças, e as vezes chegamos a esquecer que existem sim, pessoas boas. Pessoas que se prontificam a fazer o bem para os outros, pessoas que ajudam, que fazem as coisas apenas com o objetivo de ver a outra feliz, assim como eu ajudei o violonista, assim como a mulher que passou o cartão pra mim.

Pense nisso.
Por hoje é só.
Beijos.

Um comentário:

  1. hahaha legal :)
    É interessante se pensar que um ato simples nosso pode ser tão grande e especial pra outra pessoa.
    Do jeito que teus 3 reais arrancaram um sorriso do violinista, o cartão da senhora te possibilitou ir pra casa...

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