Hoje foram lá na minha sala, a Fátima, o Luiz e o Manoel, - minha regente, meu coordenador e o coordenador discplinar respectivamente -, vieram falar do comportamento de alguns, que saem para o recreio agitados, que se comportam de maneira inadequada, falaram que isso não é correto, que estavamos quase no terceirão.
Fico indignada, a minha vontade era de perguntar, e daí? E daí que estamos quase no terceirão? Que diferença isso faz? Se não existisse o vestibular, iria o terceirão fazer alguma diferença? Só porque você tem que estudar muito, para que aos 17 anos você tenha que decidir o que você quer ser para sua vida inteira?
O fato aqui não é só o terceirão. O que me deixa brava também é eles quererem que nos comportemos como adultos, sérios. Não, nós temos 16 anos. Eu ainda me considero uma criança, ainda faço palhaçada, ainda me comporto de um jeito não muito responsável, ainda não sou muito madura. Não quero hoje me comportar como um rôbo, para que quando adulta, eu vire uma adulta chata.
Não quero crescer, não quero trabalhar, não quero sair da escola, não quero responsabilidades. E aposto que com 16 anos eles também não queriam. Então para que toda essa cobrança? Pra que essa implicancia toda?
Vou estudar bastante sim, e se eu quiser, passarei em direito. Vou conhecer o mundo todo, vou ser juíza, terei meus filhos, meus cachorros, minha casa. Mas nunca quero deixar de ter uma criança dentro de mim, nunca vou cobrar de adolescentes que eles tenham um tipo de postura que não lhes condiz com a fase que vivem.
Por hoje é só.
Beijos.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
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