Há algum tempo eu era o mesquinha o suficiente pra duvidar da existência de Deus. Fazia parte daqueles que não se deixam vivenciar os momentos bons que a vida oferece, que não se deixam sentir as coisas, que buscam o real, o concreto, o racional. Lendo um livro, percebi que não é bem assim.
Deus não é um senhor de barba branca sentado la no céu numa poltrona, não é alguém que você pode tocar. É alguém que você pode sentir, nas coisas boas da vida. É aquela força que você tem quando você acha que está tudo entregue. É ver um pôr-do-sol. É um abraço. É amar. É sentir.
Me identifiquei muito com esse livro que li: "A última música" e recomendo. É um livro que fala sobre a relação de pais e filhos, e que mostra essa presença de Deus em nossas vidas.
O último livro que lí depois de "A última música", foi "Só as mães são felizes", livro que a mãe do Cazuza, a Lucinha Araújo, fala sobre a vida de seu filho. Sexo, drogas e rock'n roll é o que define a vida dele realmente. Mas em contrapartida ele escrevia como um gênio e levava a mesma filosofia de vida que eu tenho, de que a vida é feita pra ser vivida.
No final do livro a mãe dele colocou alguns de seus textos, de seus pensamentos, e achei um que resumia o que escrevi nesse post de hoje, dizia assim:
"Acredito em Deus... ele está no pôr-do-sol, nas pessoas bonitas, legais, superanimadas... Também não acredito em outra vida. A vida é essa aqui mesmo, e a gente tem que aproveitar enquanto é tempo. Já me preocupei muito com a morte e tive medo até. Hoje, apesar de ser um assunto sobre o qual não gosto muito de falar, encaro com naturalidade, porque acredito também na energia das coisas. Na transformação das coisas em energia. Talvez até volte a este mundo, mas como outra coisa, em outra forma... sei lá". Cazuza.
Por hoje é só.
Beijos.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
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